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Histórico familiar de câncer de intestino: o que você precisa fazer

Se um familiar de primeiro grau teve câncer colorretal, seu rastreamento deve começar mais cedo. Entenda a regra dos 10 anos e o que fazer agora.

Dra. Géssica Oguchi · CRM-MS 8572 · RQE 6696/6697

Histórico familiar de câncer de intestino: o que você precisa fazer

H1: Histórico familiar de câncer de intestino: o que você precisa fazer

H2: A regra que quase ninguém conhece

H2: Quem se enquadra como familiar de primeiro grau

H2: Por que o risco aumenta

H2: Síndromes hereditárias: quando a investigação vai além

H3: Síndrome de Lynch

H3: Polipose adenomatosa familiar

H2: O que fazer se você tem histórico familiar

H2: Perguntas frequentes

TEXTO COMPLETO DO ARTIGO

Ter um familiar próximo com câncer colorretal muda completamente o seu calendário de rastreamento. E essa é uma informação que raramente chega ao paciente de forma clara.

A regra que quase ninguém conhece

Quando um familiar de primeiro grau teve câncer colorretal ou pólipos adenomatosos, o rastreamento deve começar 10 anos antes da idade em que esse familiar foi diagnosticado.

Na prática: se o seu pai foi diagnosticado aos 55 anos, o seu rastreamento deveria ter começado aos 45. Se a sua mãe foi diagnosticada aos 48, o seu início seria aos 38.

Em algumas situações, a recomendação é iniciar aos 40 anos mesmo que o cálculo aponte idade superior, o que reforça a importância de uma avaliação individualizada.

Quem se enquadra como familiar de primeiro grau

  • Pai e mãe
  • Irmaos e irmas
  • Filhos e filhas

Familiares de segundo grau, como avós, tios e sobrinhos, também são considerados na avaliação de risco, especialmente quando há múltiplos casos na família.

Por que o risco aumenta

Parte dos casos de câncer colorretal apresenta componente familiar, resultante da combinação entre predisposição genética e fatores ambientais compartilhados, como hábitos alimentares e estilo de vida.

Ter histórico familiar não significa que a doença ocorra. Significa que a vigilância precisa começar mais cedo e ser mais frequente.

Síndromes hereditárias: quando a investigação vai além

Uma parcela menor dos casos está associada a síndromes genéticas bem definidas, que exigem protocolos específicos.

Síndrome de Lynch

Também conhecida como câncer colorretal hereditário não polipose, está associada a risco elevado de câncer colorretal e de outros tumores. O rastreamento nesses casos inicia mais cedo e com intervalos mais curtos.

Polipose adenomatosa familiar

Caracteriza-se pelo desenvolvimento de numerosos pólipos no cólon, geralmente a partir da adolescência ou do início da vida adulta, exigindo acompanhamento especializado desde cedo.

Quando há suspeita de síndrome hereditária, a avaliação com aconselhamento genético é indicada.

O que fazer se você tem histórico familiar

  • Levante as informações com precisão: quem teve, com que idade foi diagnosticado e qual o tipo de tumor
  • Verifique se houve mais de um caso na família, inclusive de outros tumores
  • Leve essas informações para a consulta com o especialista
  • Não espere completar 45 anos se o cálculo indicar início anterior
  • Compartilhe a informação com irmãos e filhos, porque o risco é compartilhado

Perguntas frequentes

Meu avô teve câncer de intestino. Isso conta?

Familiares de segundo grau entram na avaliação de risco, especialmente se houver outros casos. Vale levar essa informação a consulta.

Preciso fazer teste genético?

O teste genético é indicado em situações específicas, quando há suspeita de síndrome hereditária. Não é uma recomendação geral para quem tem apenas um caso na família.

Com que frequência devo repetir a colonoscopia?

Pessoas com histórico familiar costumam ter intervalos mais curtos do que a população geral. A definição é feita caso a caso.

Agendamento sem burocracia

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Se alguém da sua família teve câncer de intestino, o seu rastreamento pode já estar atrasado. Agende sua avaliação e leve as informações da sua família para a consulta.

Referências científicas

  • INCA. Câncer de intestino: fatores de risco. <u>Acessar fonte</u>
  • American Cancer Society. Colorectal Cancer Risk Factors. <u>Acessar fonte</u>
  • American College of Gastroenterology. ACG Clinical Guidelines: Colorectal Cancer Screening 2021. <u>Acessar fonte</u>