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Pólipo intestinal: o que e, quando vira câncer e como é tratado

Entenda o que é um pólipo intestinal, quais tipos existem, em quanto tempo pode evoluir para câncer e como é feita a remoção durante a colonoscopia.

Dra. Géssica Oguchi · CRM-MS 8572 · RQE 6696/6697

Pólipo intestinal: o que e, quando vira câncer e como é tratado

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H1: Pólipo intestinal: o que e, quando vira câncer e como é tratado

H2: O que é um pólipo

H2: Nem todo pólipo e igual

H3: Pólipos hiperplásicos

H3: Adenomas

H3: Pólipos serrilhados

H2: Quanto tempo leva para um pólipo virar cancer

H2: Como o pólipo é removido

H2: Depois da remoção: o acompanhamento

H2: Perguntas frequentes

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TEXTO COMPLETO DO ARTIGO

Se você recebeu um resultado de colonoscopia com a palavra pólipo, é natural que a primeira reação seja preocupação. Vou explicar o que isso significa na prática.

O que é um pólipo

Pólipo é o nome dado a um crescimento anormal de tecido na parede interna do intestino. Ele pode ser plano, elevado ou pediculado, ou seja, preso por uma haste.

A maioria dos pólipos é benigna no momento em que é encontrada. O que determina a conduta e o tipo histológico, o tamanho e a quantidade.

Nem todo pólipo e igual

Pólipos hiperplásicos

São os mais comuns e, em geral, apresentam risco muito baixo de evolução para malignidade, especialmente quando pequenos e localizados no reto ou cólon sigmóide.

Adenomas

Os adenomas são os pólipos com potencial de evolução para câncer colorretal. Não significa que todo adenoma virá de câncer, mas eles representam a via mais comum de desenvolvimento da doença.

Adenomas maiores, em maior número ou com determinadas características histológicas são classificados como avançados e demandam acompanhamento mais próximo.

Pólipos serrilhados

Constituem um grupo com características próprias e também podem estar associados a risco aumentado, motivo pelo qual sua identificação e remoção são relevantes.

A definição do tipo de pólipo só é possível após análise histopatológica do material removido. Por isso todo pólipo retirado é enviado para exame anatomopatológico.

Quanto tempo leva para um pólipo virar cancer

A sequência adenoma para carcinoma é um processo tipicamente lento, que pode levar anos. Essa lentidão é justamente o que torna o rastreamento tão eficaz.

Ao remover um adenoma durante a colonoscopia, interrompe-se essa sequência antes que ela se complete. E por isso que a colonoscopia não é apenas um exame diagnóstico: ela tem papel preventivo direto.

Como o pólipo é removido

A remoção, chamada de polipectomia, é realizada durante a própria colonoscopia, sem necessidade de cirurgia adicional na maioria dos casos.

  • Pólipos pequenos podem ser removidos com pinça e alça fria
  • Pólipos maiores costumam ser removidos com alça diatérmica
  • Lesões planas e mais extensas podem exigir técnicas avançadas, como a mucosectomia ou a dissecção endoscópica submucosa

Como o paciente está sedado, o procedimento não causa dor. Na maioria das situações, a alta ocorre no mesmo dia.

Depois da remoção: o acompanhamento

O intervalo para a próxima colonoscopia é definido com base no número de pólipos, no tamanho e no resultado da histopatologia.

  • Ausência de pólipos: em geral, repetir em 10 anos
  • Poucos adenomas pequenos: repetir em 3 a 5 anos
  • Adenomas avançados ou múltiplos: repetir em 1 a 3 anos

Esse acompanhamento é o que garante que novas lesões sejam identificadas precocemente.

Perguntas frequentes

Ter pólipo significa que vou ter câncer?

Não. A maioria dos pólipos removidos nunca teria evoluído para câncer. A remoção elimina justamente a incerteza sobre quais evoluíram.

Pólipo do sintoma?

Na maioria das vezes, não. Pólipos pequenos costumam ser assintomáticos, o que reforça a importância do rastreamento em pessoas sem sintomas.

A remoção do pólipo doi?

Não. O procedimento é realizado durante a colonoscopia, com o paciente sedado.

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Referências científicas

  • INCA. Câncer de intestino: fatores de risco e prevenção.
  • American College of Gastroenterology. ACG Clinical Guidelines: Colorectal Cancer Screening 2021.
  • ASGE. Guideline on Endoscopic Removal of Colorectal Lesions.